domingo, 2 de setembro de 2012

Mulheres do Amanhã




  Recentemente me tornei tia pela segunda vez, mas agora de uma linda garotinha. Ela acabou de completar nove meses, e já é como toda criança da sua idade, muito curiosa. Parece que vai dar muita dor de cabeça para os pais, porque ninguém segura essa pequenina quando ela quer alguma coisa.
  O fato é que me peguei pensando dias destes, em como será o mundo quando ela estiver com a idade da mãe dela.
  
  Quais serão os desafios que ela terá que enfrentar? As mulheres ainda terão que conquistar seu lugar no grito, como fizemos e fazemos? Dá medo só de pensar!
   O certo é que hoje vivemos uma liberdade que nunca tivemos, se levarmos em consideração a nossa história dentro da história mundial. Ainda temos muito a conquistar, mas desde a geração de minha mãe, vivemos um processo de mudanças nunca antes sonhado. 

    A nossa luta por autonomia gerou mudanças tão significativas, em toda a sociedade, que obrigou até os homens a reverem seus papéis e seus conceitos.

    Agora pense em todas as mulheres, em todos os cantos mais remotos deste planeta, que morreram em nome desse ideal; e principalmente aquelas que ainda morrem pelas mãos da ignorância, intolerância, autoridades religiosas e indiferença. Por tudo isso, não só devemos honra-las vivendo a nossa liberdade, como devemos usa-la em prol das milhares de mulheres que não usufruem dela.
     Não sou feminista radical, mas sei o que é ser agredida pelo simples fato de ser mulher; sei o quanto é difícil viver com isso, e posso até entender aquelas que pregam a vertente mais radical do feminismo.
    Quando você trabalha num ambiente predominantemente masculino, é quase que impossível sobreviver sem ter que se impôr com mais agressividade, para ter o mínimo de respeito.

   Mas, ainda sim, acredito que devemos cultivar com zelo as nossas maiores virtudes; afabilidade, graça, delicadeza, discernimento, tolerância, intuição e afeto. Esses são dons femininos, e aquilo que o mundo mais necessita no momento, para que seja um lugar mais suportável.
    A pílula anticoncepcional foi um marco científico e na nossa história, nos proporcionando a liberdade de escolha. Foi praticamente o que impulsionou a nossa autonomia em todos os campos de nossa vida cotidiana. Mas parece que muitas mulheres, hoje em dia, vivem essa liberdade de forma exacerbada. No  nosso afã de igualdade com os homens, tomamos para nós  certos aspectos masculinizados, que ao meu ver vulgarizam as mulheres.
     Como em tudo na vida, nós mulheres precisamos encontrar o nosso centro, o equilíbrio. Queremos tanto ser donas de nosso próprio destino, lutamos tão arduamente pelo nosso espaço, que em alguns momentos nos perdemos, nos distanciamos da nossa essência.
   Espero que as mulheres de amanhã, assim como a minha pequenina, encontrem esse equilíbrio; que tenham pela frente um horizonte mais amistoso, e que tenham mais respeito por si mesmas.


  Sempre quando penso nesse assunto, me lembro de uma música dos Eurythmics, "Sisters are doin' it for themselves", que fala justamente sobre este assunto. Se você for um ser curioso como eu, dá uma olhadinha no vídeo aí!

  

Até mais,





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