sábado, 30 de junho de 2012

De repente... tia!






  Você vive sua vida tranquilamente; trabalha, estuda, procura um homem legal para ter um relacionamento saudável (e quase sempre encontra o cara errado!). Enfim, você segue com a sua vida, até...  que em uma linda  tarde ensolarada de primavera, seu irmão vira pra você e sentencia: Você vai ser tia!
   Bomba! O seu sangue vai parar no pé! Você ficou, literalmente, para titia!
    Muito se fala sobre as mudanças que um bebê traz na vida de uma mulher; afinal de contas, a partir de agora, o ser mãe vem antes do ser mulher. Mas pouco se fala nos danos a saúde emocional de uma solteira, que se vê ,repentinamente, se sentindo peça de antiquário! 
   Isso provocou em mim,(pra variar!) uma crise existencial repleta de episódios de choro compulsivo, e chiliques histéricos, que duraram exatamente nove meses, para a infelicidade geral da nação aqui de casa. Foi o inferno na torre!
     Graças ao bom Deus, tudo passou assim que eu vi a face gordinha do meu sobrinho pela primeira vez.

  Carismático desde os mais tenros dias, esta criaturinha ganhou uma fiel súdita.     E também gerou grandes mudanças na vida desta tia fresca. 
  Sempre gostei de crianças, e tive facilidade de lidar com elas, mas eu tinha a impressão de que esse era um comportamento inerente a todas as mulheres, e não uma habilidade minha.
  Apesar do pouco convívio que tenho com meu sobrinho, descobri que era extremamente benéfico para mim. Independente do estado de ânimo em que eu esteja, todos os momentos em que eu passo em sua companhia, são momentos de pura alegria. Com o tempo, percebi que esse sentimento se estendia a todas as outras crianças com quem eu tinha contato, até que estar cercada por elas ,se tornou mais prazeroso do que estar na companhia de certas pessoas, sentada numa mesinha de bar.
    Crianças são sinceras, elas não fingem gostar de você, elas gostam ou não, e provavelmente, você saberá na hora a qual  conclusão  ela chegou. Se ela te oferecer um brinquedo, você está dentro, se não...você não passou no teste. É claro que existem as mais tímidas e as mais extrovertidas, mas se ela sentir empatia por você, com certeza  você saberá.
   Estar perto de crianças é terapêutico, porque elas sabem viver com alegria. Nós quando adultos, perdemos gradativamente esta habilidade, porque afinal ser adultos, pressupõe responsabilidades; pagar as contas em dia, ser bem sucedido, estar a altura das expectativas dos demais... Isso cansa! frustra, tira a beleza da vida! É preciso que uma criança te convide para uma simples corrida de carrinhos, para que você veja que as melhores coisas da vida são simples. 
    Então, conversando com uma grande amiga, ela propôs que eu tentasse fazer disso uma profissão; já que eu estava muito descontente com a profissão que eu exercia até ali. Bem, e aqui estou eu, aos trinta e tantos anos, começando a minha segunda faculdade, a de pedagogia. Ainda tenho dúvidas se me darei bem em sala de aula, afinal de contas, todas as crianças não são anjinhos, muitas são rebeldes, difíceis, perturbadas. E fico me perguntando se algum dia não vou me tornar uma louca perturbada, como as minhas professoras do primário. Mas como muitos pedagogos já disseram sobre o ser professor; o amor as crianças é predicado essencial a todo bom professor. E isso eu já descobri que é uma habilidade minha.

    Além do mais, toda pessoa que tem amor por elas, sabe que não existe coisa mais gostosa do que o som da risada de uma criança, imagina ouvi-las todos os dias!


Até mais,
    
   
  

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